Bolsonaro deve se reunir nesta terça com Moro para ouvi-lo sobre mensagens, diz porta-voz

No fim de semana, site ‘The Intercept’ publicou reportagem na qual afirma que Moro orientou atuação de procuradores da Lava Jato; ministro e a força-tarefa negam.
às 20:00

Por Micael Levi via Filipe Matoso e Roniara Castilhos, G1 e TV Globo — Brasília

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Sérgio Moro, em maio deste ano, durante visita ao Centro Integrado de Inteligência e Segurança Pública da Região Sul, em Curitiba — Foto: Marcos Corrêa/PR

O porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, informou nesta segunda-feira (10) que o presidente Jair Bolsonaro deve se reunir nesta terça (11) com o ministro da Justiça, Sérgio Moro, para discutir o conteúdo de mensagens revelado pelo site “The Intercept”.

Neste domingo (9), o site publicou reportagem com mensagens atribuídas a Moro e a procuradores. Segundo “The Intercept”, o então juiz responsável pela Lava Jato no Paraná orientou ações e cobrou novas operações dos procuradores que atuam na operação. As conversas aconteceram no Telegram – aplicativo de mensagens.

Mais cedo, nesta segunda-feira, Moro afirmou em uma entrevista coletiva em Manaus (AM) que não orientou a atuação dos procuradores, acrescentando que os trechos mencionados na reportagem, na opinião dele, não mostram prática ilegal.

“Em relação às notícias referentes ao vazamento de informações sobre a Operação Lava Jato, o presidente da República não se pronunciará a respeito do conteúdo de mensagens e aguardará o retorno do ministro Moro para conversar pessoalmente, em princípio, amanhã”, afirmou o porta-voz nesta segunda.

De acordo com Otávio Rêgo Barros, o encontro é “importante” para Bolsonaro saber de Moro a percepção do ministro sobre as mensagens e, a partir da conversa, “traçar linhas de ação” e estratégias para o país avançar em direção ao “rumo certo”.

Diante do conteúdo revelado, o corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Orlando Rochadel, decidiu apurar se o procurador da República no Paraná Deltan Dallagnol e outros integrantes daa força-tarefa cometeram “falta funcional”.

Ainda no domingo, após a divulgação das mensagens, a assessoria do Ministério Público Federal no Paraná divulgou uma nota na qual afirmou que a atuação dos procuradores é “revestida de legalidade, técnica e impessoalidade”.

Afirmou também que os integrantes da força-tarefa estão à disposição para prestar esclarecimentos sobre os fatos.

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