Bolsonaro lamenta morte e agressões, mas diz não controlar apoiadores

Ao ser questionado sobre como vê os episódios, o candidato reclamou que a pergunta deveria ter sido invertida, citando o ataque sofrido por ele no dia 6 do mês passado, durante ato de campanha.

Foto: Sérgio Lima/Poder360

Evocado por autores de atos de violência ocorridos em diversos locais do país nos últimos dias, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) disse nesta terça-feira (9) que lamenta, mas não tem como controlar o que chamou de “casos isolados”.

Ao ser questionado sobre como vê os episódios, o candidato reclamou que a pergunta deveria ter sido invertida, citando o ataque sofrido por ele no dia 6 do mês passado, durante ato de campanha. “Quem levou a facada fui eu, pô. O cara lá que tem uma camisa minha e comete um excesso, o que é que eu tenho a ver com isso?”, indagou.

“Eu lamento. Peço ao pessoal que não pratique isso, mas eu não tenho controle sobre milhões e milhões de pessoas que me apoiam”, disse Bolsonaro. Em seguida, o presidenciável afirmou que “a violência” e “a intolerância”, na verdade, vêm do outro lado. “Eu sou a prova, graças a Deus, viva disso daí”, comentou.

O deputado federal disse ainda que não considera o clima no país “tão bélico assim”. “Está um clima acirrado, pela disputa, mas são casos isolados que a gente lamenta e espera que não ocorram”, afirmou Bolsonaro.

Na madrugada desta segunda-feira (8), o mestre de capoeira Romualdo Rosário da Costa, 63, foi morto a 12 golpes de facada após uma discussão política em Salvador. A vítima declarou o voto em Fernando Haddad (PT) enquanto o agressor, aos gritos, defendeu o apoio a Bolsonaro. Ambos disputarão o segundo turno.

No dia anterior, quando ocorreu a votação do primeiro turno das eleições, uma jornalista contou ter sido agredida e ameaçada de estupro por dois homens depois de votar e disse que um deles vestia camisa do candidato do PSL. O caso é investigado pela Polícia Civil de Pernambuco. De acordo com ela, o motivo da agressão seria o fato de ela ser jornalista.

Bolsonaro também foi questionado sobre se a formação do seu ministério já está fechada e disse que “tem muita vaga sobrando ainda”.

“Pretendemos ter 15 ministérios, até para que não só eu, mas a população conheça os seus ministros. Queremos ministros competentes, que tenham autoridade e tenham iniciativa para poder trabalhar para o bem do Brasil”, afirmou. Com informações do UOL.

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