Codinome “amigo do amigo do meu pai” era de Toffoli, diz Marcelo Odebrecht à PF

Presidente do STF, que na época era advogado-geral da União, teria feito negociações com Adriano Maia sobre hidrelétricas no Rio Madeira, entenda
às 23:23
Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli – Foto: G.Dettmar/CNJ

Artigo 13/04

O empreiteiro Marcelo Odebrecht entregou um documento a Polícia Federal em que revela a quem se referiam alguns codinomes citados em emails da construtora. De acordo com o material enviado, o “amigo do amigo do meu pai” seria do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

O codinome atribuído ao presidente do STF foi citado em um email do dia 13 de julho de 2007, enviado por Marcelo a dois executivos, Adriano Maia e Irineu Meireles. Na época, Toffoli era Advogado-Geral da União (AGU) no governo do ex-presidente Lula.

No documento, o codinome “refere-se a tratativas que Adriano Maia tinha com a AGU sobre temas envolvendo as hidrelétricas do Rio Madeira”. O texto ressalta, porém, que a natureza e o conteúdo das negociações só podem ser esclarecidas por Adriano, “que as conduziu”.

A Perícia da PF também identificou  repasses de R$ 1.458.100  para codinomes que delatores da empresa dizem corresponder ao presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia  (DEM-RJ), chamado de “Botafogo” e “Inca”,  e seu pai, o vereador do Rio de Janeiro Cesar Maia (DEM), que seria o “Déspota”.

O relatório da PF foi anexado ao inquérito aberto em 2017 no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar se os dois receberam recursos em 2008 e 2010 por meio de caixa dois. Na época, Rodrigo e Cesar Maia negaram as acusações.

Tanto a PF quanto a procuradora-geral da República, Raquel Dodge , pediram ao STF mais prazo para continuar as investigações. Ainda falta colher alguns depoimentos e receber das operadoras de telefonia informações cadastrais de alguns números atribuídos aos investigados.

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