Dólar fecha acima de R$ 4 e alcança maior marca em mais de dois anos

A moeda americana subiu 2,04% e terminou na máxima do dia, cotada a R$ 4,039 —maior patamar desde janeiro de 2016.

O dólar fechou acima de R$ 4 nesta terça-feira (21), conforme o mercado reagiu a resultados de pesquisas eleitorais em que investidores veem Geraldo Alckmin (PSDB) com dificuldade para deslanchar e um possível substituto de Lula (PT) com chances de chegar ao segundo turno.

A moeda americana subiu 2,04% e terminou na máxima do dia, cotada a R$ 4,039 —maior patamar desde janeiro de 2016.

O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas no Brasil, também intensificou as perdas no fim do pregão e recuou 1,50%, para 75.180 pontos, na mínima em seis semanas.

Investidores reagem aos resultados da pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, divulgada na noite desta segunda-feira (20). Num cenário sem o ex-presidente Lula, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) lidera as intenções de voto à Presidência com 20% da preferência do eleitorado, seguido por Marina Silva (Rede), com 12%, e Ciro Gomes (PDT), com 9%.

O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, teria 7% das intenções de voto, e aparece tecnicamente empatado com o provável substituto de Lula, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), que tem 4%.

“O mercado não considerava até poucos dias atrás um cenário sem Alckmin no segundo turno, mas já começou a precificá-lo”, afirmou o economista da corretora Nova Futura, Pedro Paulo Silveira. Alckmin é, até o momento, o candidato preferido do mercado, que o vê como um nome mais reformista.

Na véspera, o dólar já havia fechado em R$ 3,958, maior patamar desde fevereiro de 2016, também refletindo resultados de pesquisa eleitoral.

O levantamento CNT/MDA mostrou, em um cenário com Lula, que o petista lidera as intenções de voto, com a preferência de 37,3% dos eleitores ouvidos na pesquisa estimulada. Em segundo lugar, Bolsonaro registrou 18,3%. Alckmin atingiu 4,9%, atrás de Marina, com 5,6%.

Segundo analistas, investidores ainda esperam, no entanto, que o início da campanha eleitoral na TV e no rádio possa impulsionar a campanha de Alckmin. A aliança entre o tucano e o chamado centrão rendeu ao candidato quase 40% do tempo de TV na disputa.

“Bolsonaro tem um piso de intenção de voto sólido, mas seu teto também é claro. Seus desafios seguem os mesmos: diminuir a rejeição e ser mais competitivo em um eventual segundo turno. Marina está em segundo lugar e se mostra forte na disputa do segundo turno. Haddad ainda têm espaço para crescer com maior exposição no Nordeste e herança de votos de Lula […] Alckmin está estacionado e aposta as fichas no seu largo tempo de TV”, escreveu a Guide Investimentos em relatório.

Fonte: Google

 

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