Em Vitória, Lula reitera que vai ser candidato

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato à Presidência da República pelo PT, minimizou nesta segunda-feira, 4, em Vitória, durante a abertura da caravana de cinco dias pelos estados eu Espírito Santo e Rio de Janeiro, a importância do mercado financeiro quanto a um possível terceiro mandato. Em discurso de forte teor eleitoral, o ex-presidente dispensou o apoio do mercado, disse que é vítima de “terrorismo” e que não despiu o figurino “Lulinha paz e amor”. Lula disse ainda que não depende do apoio do setor financeiro para se eleger, mas o contrário. Segundo o petista, são os donos do dinheiro que vão precisar dele caso seja eleito. “Eu continuo Lulinha paz e amor. Quero voltar Lulinha paz e amor. Não adianta o mercado ficar criando terrorismo. Eu não vou pedir voto para o mercado. O mercado vai precisar muito mais de mim do que eu deles”, disse Lula. A expressão “Lulinha paz e amor” surgiu na campanha de 2002 quando o petista foi questionado se partiria para o confronto com seu principal adversário, o senador José Serra (PSDB), nos debates da TV. Lula prepara uma nova Carta ao Povo Brasileiro, documento elaborado em 2002 com o objetivo de acalmar o mercado. O texto, que ainda não começou a ser elaborado, agora será voltado para setores da classe média que apoiaram o impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff e culpam a suposta irresponsabilidade fiscal dos governos petistas pela crise econômica. O petista, que foi condenado em primeiro instância a 9 e 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, também minimizou a possibilidade de ser barrado pela Justiça. “Não fiquem com essa bobagem de que o Lula não vai ser candidato. Vou ser candidato e vou ganhar as eleições”, disse o ex-presidente diante de uma praça lotada na região central da capital capixaba.

Estadão

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