Empresário diz ser dono dos R$ 51 milhões achados em ‘bunker’ de Geddel

O empresário também enviou e-mails ao advogado para declarar a posse dos valores apreendidos na Graça em 5 de setembro do ano passado, durante a Operação Tesouro Perdido, um dos desdobramentos da Lava Jato.

Foto: Reprodução

Um empresário da Bahia reclamou a propriedade dos R$ 51 milhões encontrados pela Polícia Federal (PF) no apartamento que ficou conhecido como o “bunker” do ex-ministro Geddel Vieira Lima em Salvador.

Desde o último dia 8, quando o Supremo Tribunal Federal manteve a prisão de Geddel e o tornou réu por lavagem de dinheiro e associação criminosa, um homem que se identifica como Carmerino de Souza realizou ligações diárias para o escritório do advogado de Geddel, o criminalista baiano Gamil Föppel, alegando ser o verdadeiro dono do dinheiro.

O empresário também enviou e-mails ao advogado para declarar a posse dos valores apreendidos na Graça em 5 de setembro do ano passado, durante a Operação Tesouro Perdido, um dos desdobramentos da Lava Jato.

Nos contatos com o advogado de Geddel Vieira Lima, o homem que diz ser dono do dinheiro achado no bunker se identifica como Carmerino Conceição de Souza. De acordo com buscas no cadastro de pessoas jurídicas da Receita, ele é sócio em 18 empresas  - dez na Bahia, seis no Distrito Federal e duas em Goiás. Todas são ligadas ao Grupo Polocal, que atua nos segmentos de veículos usados, tecidos e intermediação de mão de obra, com sede em Camaçari. Procurado, Gamil Föppel disse que não iria comentar o caso.

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