Flávio Bolsonaro vai à China e deve visitar empresa alvo do presidente americano

A companhia que é alvo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e já foi questionada pelo governo brasileiro

às 17:32

Por Micael Levi | Redação Retiro Notícias com Folha de Pernambuco

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) embarcou neste sábado (14/09) para a China juntamente com uma comitiva de senadores. A turma deve visitar a Huawei, companhia que é alvo do presidente dos Estados Unidos, e já foi questionada pelo governo brasileiro.

Com Flavio viajou os senadores Chico Rodrigues (DEM-RR), Irajá Abreu (PSD-TO), Rogério Carvalho (PT-SE) e Esperidião Amin (PP-SC). A viagem não tem custo do Senado, já que foi feito o convite pela Embaixada da China. A ida prevê encontro com o Partido Comunista Chinês.

Um dos maiores aliados do presidente Jair Bolsonaro, o presidente americano Donald Trump, ameaçou em maio colocar a Huawei em uma lista negra de empresas proibidas de vender tecnologia nos EUA. A marca foi acusada de espionagem. O grupo nega.

Em junho, em entrevista à Veja, o ministro de Relações Exteriores afirmou que o governo brasileiro avalia restringir a atuação da companhia na instalação das redes de 5G no país. Na última semana, o Senado aprovou projeto de lei que modifica o marco das telecomunicações e pode destravar investimentos no setor.

Pelo Twitter, Flávio Bolsonaro afirmou que a viagem tem o objetivo de estreitar relações comerciais com a China. “Meu intuito é também conhecer a petrolífera chinesa CNPC, que pode anunciar em breve aporte bilionário no Comperj, o que colocará o Rio de Janeiro em ainda mais elevado patamar no segmento de óleo e gás. Espero voltar com boas notícias”, afirmou.

De acordo com Amin, a ida à China não se trata de uma questão política, mas comercial. O foco dos trabalhos será a busca por diálogo e parcerias na área de tecnologia e também na agropecuária. Para ele, não há constrangimento em dialogar com o Partido Comunista Chinês. “O que existe é comércio, é negócio, não é politica”, disse.

Amin ressaltou que o vice-presidente Hamilton Mourão também foi à China neste ano e que Jair Bolsonaro tem uma viagem programada ao país em outubro.

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