Juiz suspende audiência no interior da Bahia após promotora dar soco em advogado

às 22:03 e atualizado às 23:49

O juiz Alberto Fernando Sales de Jesus suspendeu uma audiência que era realizada no Fórum Odilon Santos, em Santo Amaro da Purificação, no recôncavo baiano, após a promotora Cleide Ramos Reis agredir um advogado com um soco no rosto. O caso ocorreu no final da tarde de segunda-feira (9).

De acordo com o termo assinado pelo juiz, a audiência foi suspensa porque as partes deixaram de debater as questões processuais. Ainda de acordo com o texto, a promotora agrediu o advogado com um soco na altura do rosto, o que levou a um pequeno sangramento na boca.

A queixa de agressão foi registrada na delegacia do muncípio na noite do mesmo dia e na manhã desta terça-feira (10), a vítima esteve no local para fazer o exame de corpo delito. Por meio da assessoria de imprensa, o MP-BA informou ao G1 no início da noite desta terça-feira que a promotora já se apresentou ao órgão para prestar esclarecimentos e que não vai se pronunciar sobre o assunto por enquanto.

Segundo a polícia, o advogado baiano Murilo Azevedo registrou a queixa no mesmo dia, mas teve que retornar pela manhã, pois não havia delegado na unidade na noite de segunda-feira.

De acordo com informações de Murilo Azevedo, ele e a promotora participavam de uma audiência que começou no período da manhã e durou até o final da tarde, quando a promotora o agrediu com um soco na boca, enquanto ele estava de cabeça baixa. “Fica um sentimento de revolta porque a gente não espera que uma promotora vá fazer uma coisa dessas”, disse.

O advogado disse que esta foi a segunda vez que ele encontrou a promotora em audiência, sendo a primeira no mês de maio deste ano, em audiência do mesmo caso. Ele ainda afirma que não conhecia a mulher e não tinha qualquer tipo de relação pessoal com ela.

Segundo o advogado, a promotora deixou o fórum de Santo Amaro logo após a agressão, que foi presenciada por dois policiais militares. De acordo com o MP, a promotora não deve comentar o caso.

O secretário-geral da Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia, Nei Viana, informou que a instituição vai instaurar um procedimento para apurar o fato. “Instauraremos processo de agravo público, além de representação aos órgãos do Ministério Público”, afirma. (Informações do G1/BA)

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