Justiça manda prender médicos que cobravam para furar fila do SUS

Acusados cobravam até R$ 8 mil por paciente. Operação deflagrada pelo MP do Paraná investiga também agentes públicos

às 21:33
Foto: Igor Estrela/ Metrópoles

Ministério Público do Paraná abriu nesta segunda-feira (10), a Operação Mostela, que tem objetivo desabilitar um suposto esquema envolvendo médicos e servidores públicos que cobravam valores de pacientes para furar a fila do Sistema Único de Saúde (SUS). Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), estão cumprindo 12 mandados de prisão temporária e 44 ordens de busca e apreensão expedidos pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Paraná.

Um alvo da operação é o gabinete do deputado Ademir Bier (PSD). Logo cedo, agentes da polícia e da Promotoria vasculharam as salas do parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná. Bier não foi reeleito.

Os investigadores revelaram que pacientes que necessitavam passar por procedimentos cirúrgicos faziam contato com um assessor do parlamentar, Paulo de Morais, o Paulinho, que fazia a “ponte” com os médicos. O grupo cobrava entre R$ 2 mil e R$ 8 mil de cada paciente, diz a investigação.

As ordens de prisão temporária foram decretadas contra dois médicos, assessores, secretárias e intermediadores, um deles vereador de Bandeirantes (PR).

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