Lula pede ao STF que delações da J&F não sigam para Moro

O petista está preso desde o dia 7 de abril na sede da polícia Federal em Curitiba, cumprindo pena de 12 anos e 1 mês após condenação imposta por Moro, confirmada em seguida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), no processo do tríplex do Guarujá.

por Agência Reuters

Foto: Felipe Rau/ Estadão

BRASÍLIA (Reuters) - A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou nesta quarta-feira ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido para remeter as delações complementares do empresário Joesley Batista —um dos donos da J&F, holding que controla a JBS— não sejam remetidas ao juiz Sérgio Moro e sim para a Justiça Federal do Distrito Federal.

O petista está preso desde o dia 7 de abril na sede da polícia Federal em Curitiba, cumprindo pena de 12 anos e 1 mês após condenação imposta por Moro, confirmada em seguida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), no processo do tríplex do Guarujá.

Os advogados alegam que já tramitam na Justiça de Brasília três procedimentos de investigação oriundos dos termos de colaboração que visam a apurar a suposta conta que o Grupo JBS manteria em benefício de Lula ou do PT. Apesar disso, afirmam, a Procuradoria-Geral da República decidiu distribuir informações dos delatores da J&F entre Brasília e Curitiba.

Os defensores dizem que a posição da PGR contraria decisão anterior da corte e pode levar o ex-presidente a ser investigado por “fatos similares em juízos distintos”.

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