Ao orbitar o planeta a cada 53 dias, a sonda Juno faz um levantamento científico de polo a polo.

Seus sensores estão medindo a composição do planeta para decifrar como o maior mundo do nosso sistema solar se formou. Mapear os campos magnéticos e gravitacionais também deve expor a estrutura de Júpiter.

Mas imagens da JunoCam, uma câmera que foi instalada para registrar imagens que possam ser compartilhadas com o público – já nos trazem algumas revelações surpreendentes.

Candice Hansen, do Instituto de Ciência Planetária do Arizona, que está chefiando o projeto, apresentou algumas delas na reunião da União Geofísica Americana, em Washington DC.

“Quando fizemos os primeiros registros dos polos, tivemos certeza de que estávamos vendo um território de Júpiter que nunca tínhamos visto”, disse a professora Hansen.

“O que a gente não esperava era que veríamos esses polígonos de ciclones organizadinhos, tempestades com o dobro do tamanho do Estado do Texas. Pensamos ‘uau, espetacular’.”

E depois de 16 sobrevoadas, essas formações ainda estão lá.

Essas “belas fotos” estão começando a dar informações aos cientistas sobre como o maior planeta do sistema solar se formou e evoluiu.

“O objetivo da Juno é estudar o interior da estrutura de Júpiter e entender como ela se expressa no topo das nuvens. É esse o tipo de ligação que estamos tentando fazer, mas ainda não chegamos lá.”

Jack Connerney, pesquisador do projeto, diz que a segunda parte da missão daria ainda mais detalhes sobre “o que faz Juno funcionar”.

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