Nestlé e APAEB mostram como conviver com a seca

às 16:04 e atualizado às 12:30

Em relação à seca, enquanto os sucessivos governos, nas esferas federal, estadual e municipal, parecem dar mais importância a intervenções de cunho paliativo e menos às tecnologias de convivência com as secas, como as disponibilizadas pela EMBRAPA SEMIÁRIDO (barreiros, barragens subterrâneas, cisternas, captação in situ e outras), o setor privado, entidades não governamentais e de agricultores familiares e o Ministério do Desenvolvimento Social vêm, sem alarde, fazendo sua parte em algumas comunidades da Bahia e do Nordeste, com providências mais efetivas e de efeito mais duradouro, embora em escala menor.

Com efeito, os números de junho das Revistas “Dinheiro Rural” e “GloboRural” publicaram interessantes matérias sobre iniciativas em curso no sertão baiano, assolado pela seca mais severa das últimas quatro décadas, com mais de 240 municípios em estado de emergência. A Dinheiro Rural faz alusão ao projeto “Água no Sertão”, patrocinado pela Nestlé, com incidência no município de Pintadas, a 260 quilômetros de Salvador, no qual os pecuaristas de leite receberam cisternas e açudes para armazenar água da chuva.

Segundo a coordenação do projeto, o objetivo é ter uma estrutura capaz de guardar água nos próximos anos. Ao todo, foram entregues a 136 produtores 41 cisternas e 68 pequenos açudes para o gado beber água, sendo que estes últimos têm capacidade para suportar 10 meses de estiagem. As cisternas, de até 16 mil litros de água, ficam para o abastecimento humano. A Nestlé, como se sabe, precisa do suprimento de leite para abastecer, no caso em tela, sua unidade de Feira de Santana, distante 140 quilômetros de Pintadas.

A outra experiência, relatada na Globo Rural, refere-se a uma iniciativa nos municípios de Serrinha e Riachão do Jacuípe, sob os auspícios do Programa P1+2, elaborado pela Articulação do Semiárido (ASA), rede composta por organizações da sociedade civil em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social, Associações de Pequenos Agricultores Familiares (APAEB) municipais e empresas. O propósito aqui é disponibilizar tecnologias individuais -cisternas e barragens subterrâneas- para fins de armazenagem e desenvolvimento da produção agropecuária, priorizando a distribuição para quem já dispõe da cisterna para consumo humano e tem aptidão para a produção rural.

Bahia Econômica

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