Pautas na Câmara não têm viés político contra Judiciário, diz Maia

1O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse hoje (28) que nenhuma pauta da Câmara nos últimos meses teve viés político contra nenhum dos Poderes ao comentar declaração do ministro Luiz Fux divulgada pela imprensa de que o Congresso Nacional quer atingir o Judiciário em reação à Operação Lava Jato. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também teria feito críticas semelhantes ao Congresso. “Tenho tido uma conversa permanente com a presidente [do Supremo Tribunal Federal] Cármen Lúcia. Tem sido um diálogo da melhor qualidade. Qualquer decisão que a gente toma que tenha alguma influência no Supremo ou na PGR [Procuradoria-Geral da República], a gente dialoga e vice-versa. Toda decisão que o Supremo toma que de alguma forma atinge o Poder Legislativo, a gente dialoga e tenta encontrar soluções em conjunto”, disse Maia em declaração a jornalistas, pouco antes de participar de evento da instituição de ensino superior Insper, na capital paulista. Segundo Maia, o país precisa de mais pessoas que tenham equilíbrio no debate. “É isso que eu tenho tentado fazer, ter equilíbrio para dialogar com os outros Poderes, para encontrar soluções com o Poder Executivo, com o Poder Judiciário”. Maia acrescentou que nenhuma pauta da Câmara nos últimos meses tem viés político contra nenhum dos Poderes. “A Câmara tem tido uma agenda que tem uma preocupação grande de diminuir os privilégios no Brasil, de construir o caminho para a retomada da economia, da geração de emprego. O que interessa ao Brasil é que, tanto no poder público como no poder privado, a gente reduza privilégios”, disse, ao afirmar que a votação da Taxa de Longo Prazo (TLP) na semana passada é um passo importante nesse sentido. Segundo Maia, poucos têm acesso a juros subsidiados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na última quinta-feira (24), a Câmara votou o texto-base da medida provisória (MP) que altera a taxa de juros praticada pelo banco para a TLP. Falta analisar os destaques ou sugestões de mudanças no texto da MP, antes que ela siga para o Senado, onde deve ser votada até dia 6 de setembro para não perder a validade.

Camila Boehm, Agência Brasil

facebooktwittergoogle_plusredditpinterestlinkedinmail
Comente aqui!