PF faz operação sobre suposta propina da Odebrecht para o senador Romero Jucá

Parlamentar, no entanto, não é alvo direto da ação. Suspeita é a de que a empresa teria pago por uma resolução aprovada em 2012 pelo Senado para o setor de portos. Há suspeitas relacionadas ao senador Renan Calheiros (MDB.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal faz uma operação na manhã desta quinta-feira (8) para investigar suposta propina paga pela Odebrecht para o senador Romero Jucá (MDB-RR) em troca da aprovação, em 2012, de uma resolução no Senado que restringia a chamada “guerra fiscal nos portos”.

Jucá, no entanto, não é alvo direto da ação desta quinta, chamada de Armistício. A operação faz parte de um inquérito, já aberto no Supremo, no qual o senador é investigado. Os alvos desta quinta, mantidos sob sigilo, são pessoas que teriam se beneficiado da resolução aprovada no Senado.

De acordo com a PF, o senador teria recebido ilegalmente R$ 4 milhões da Odebrecht. No entanto, o ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, disse em depoimento que os repasses ao Jucá somam R$15 a R$16 milhões. Cláudio afirmou que Jucá era o político com o qual tinha maior relacionamento. “Ele tinha atenção pela empresa, e resolvia os assuntos”.

Segundo a TV Globo apurou, há suspeitas relacionadas ao senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Todos os mandados da Armistício são de busca e apreensão e são cumpridos nas seguintes cidades:

  • 7 em São Paulo;
  • 1 em Santos;
  • 1 em Campo Limpo Paulista.
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