Policia do Distrito Federal fecha laboratório de drogas que abastecia o país inteiro

Operação da PCDF foi feita em Joinville (SC). Máquinas apreendidas tinham capacidade para produzir 4 mil comprimidos de ecstasy por hora
às 18:25

Carlos Carone / Metrópoles DF

Foto: Mateus Cedido/ Metrópoles DF

Investigadores da Coordenação de Repressão às Drogas (Cord) estouraram o maior laboratório de drogas sintéticas já fechado pela Polícia Civil do Distrito Federal. A produção em larga escala ocorria em um sítio na área rural de Joinville (SC). Os entorpecentes eram enviados para todos os estados do país, além do DF. As máquinas apreendidas tinham capacidade para produzir 4 mil comprimidos de ecstasy por hora.

No momento em que os policiais chegaram, havia um estoque de 50 mil comprimidos prontos para serem embalados. Um traficante de 29 anos, de família de classe média alta, foi preso. A Operação Merry Christmas foi deflagrada em 18 de dezembro e interrompeu os planos do criminoso, que pretendia lucrar alto com as festas de fim de ano.

Os policiais apreenderam duas máquinas automáticas de prensa de comprimidos, moldes com diversos formatos, vários sacos de celulose, corantes, produtos químicos, quase um quilo de MDMA (principal matéria prima para fabricar ecstasy) puro, o anestésico ketamina – também usado como entorpecente.

Além desses materiais, havia caixas para secagem, R$ 5 mil em espécie, anabolizantes, remédios abortivos, milhares de comprimidos e massa base para produção de outros 50 mil de comprimidos. Também foram aprendidas uma BMW X1 e uma Mercedes Benz. A identidade do traficante foi mantida em sigilo para não atrapalhar as investigações.

WhatsApp

O delegado explicou que, com as informações levantadas em operações no Distrito Federal, foi possível identificar um modus operandi que tem se multiplicado: por meio de aplicativos como o WhatsApp e envio da droga pela via postal, os traficantes montaram um modelo de trabalho com alta penetração no território nacional.

Dessa forma, os criminosos tentavam não chamar a atenção das autoridades. “Com a alteração das estratégias de investigação, foi possível descobrir essa dinâmica e alcançar traficantes em outros estados que alimentavam o mercado consumidor do DF”, disse Sallum. Com informações do Metrópoles DF.

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