Protestos contra Jair Bolsonaro em nível internacional

Os principais protestos acontecem na África do Sul, na Barcelona e nos Estados Unidos

Pela Redação no dia às 17:38

Micael Levi - Retiro Notícias

Foto: Divulgação

66 cidades no mundo organizaram um protestos – envolvendo mulheres – que ocorreram neste sábado. Segundos os organizadores, os protestos aconteceram de forma pacífica e envolveu pessoas de diferentes orientações políticas.

O movimento #EleNão foi idealizado por um grupo de mulheres brasileiras no Facebook. Agora em forma de protesto, estando presente em vários países, até mesmo em países com número menor de brasileiros residentes como a África do Sul.

– A comunidade brasileira aqui não é tão grande, mas conseguimos passar nossa mensagem e vimos que até turistas brasileiros se juntaram ao ato no Sea Point, na Cidade do Cabo – disse Safiya Beatriz Cezar, que há seis anos vive no país, onde as palavras de ordem dos manifestantes oscilaram entre “ele não” e “Cape Town not him”.

– O legal é que reunimos pessoas de várias legendas, que apoiam vários candidatos, contra o que consideramos o candidato que defende o machismo, o racismo, o fascismo – disse Safiya.

Em Barcelona, na Espanha, diversos grupos organizaram um protesto contra Bolsonaro na Praça Saint Jaume, no Ciutat Vella, durante três horas.

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– Foi uma manifestação suprapartidária, mostrando que o fato de termos deixado nosso país não faz com que tenhamos deixado de ser brasileiros – disse a produtora cultural Rose Lopes, que mora há um ano na cidade. – A mensagem do exterior é importante para que os que lutam no Brasil saibam que estamos todos unidos pela democracia.

Nos Estados Unidos, a expectativa é que a maior manifestação ocorra na Union Square, em Nova York. Diversos outros atos ocorreram ou ocorrerão no país durante todo o sábado – por causa da diferença de fuso horário, alguns começarão quando já for noite no Brasil.

– Aqui nos Estados Unidos essa manifestação é interessante pois ocorre em um momento que a sociedade americana também está organizada contra o machismo através do movimento #metoo´. Isso favorece a reflexão do movimento feminista em todo o mundo – afirmou Natália De Campos, artista que vive há 20 anos em Nova York e fundadora do Comitê “Defend Democracy in Brazil. – É um movimento orgânico, sem alinhamento a um candidato, livre e horizontal. Com informações do O Globo.

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