Retirolândia: Município pode firmar acordo com Instituição Bancária para revitalizar lavoura do Sisal

1Representantes da Secretaria da Agricultura do município, Banco do Nordeste, Fetag, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, o Vice-Prefeito Noé e outras entidades, marcaram presença num importante encontro promovido por essas entidades na sede do STR na tarde desta segunda-feira, 28 para discutir meios de revitalizar a lavoura do Sisal com os produtores presentes.1

O evento teve como protagonista o vice-prefeito Noé Silvestre que tem se mostrado muito preocupado com a forma como a lavoura tem sido dizimada em todas as partes da região, ocasionando preocupação para todo o semiárido que está perdendo, sem providência, a sua principal fonte de renda. Noé disse que é preciso fazer algo e o governo tem que se mostrar sensível a essa situação. Para Noé, é necessário que as providências sejam adotadas agora, enfatizando que é possível uma ação integrada dos municípios da região para recuperar a cultura do Sisal.1

Em contato com o Banco do Nordeste, agência de Conceição do Coité, Noé e o gerente yure Meira, acordaram a reunião para esta segunda-feira como forma de propor medidas que garantam a recuperação da lavoura.1

Hoje, cerca de 250 produtores do município estão pendentes na instituição bancária. A existência da lei 3.340 garante a negociação, entre banco e produtor com o perdão de até 95% do valor da dívida, mas depende de aprovação de uma lei municipal para o firmamento de contrato entre o município e o BN, o que pode viabilizar a liberação de mais recursos para os produtores. A lei garante um fundo como contrapartida para saudar a dívida de cada produtor.

A ajuda do município pode facilitar a recuperação do crédito dos produtores e da lavoura do Sisal. A lei garante o fomento financeiro, uma vez que viabiliza a regularização da dívida.

O objetivo é garantir a revitalização do Sisal, beneficiando também o produtor através de empréstimos que não dependem do tamanho da área plantada, mas da avaliação, análise do solo que será paga pela instituição bancária. Além disso, o BN exigirá que cada produtor tenha pluviômetro em cada propriedade para medir a quantidade anual das chuvas e a adubação periódica das áreas de terra.

Para revitalizar a lavoura do Sisal, o BN oferecerá empréstimos com prazo de 10 anos com carência de 4 anos e taxas de juros que variam de 2.5% a 5.5% ano, de acordo com a propriedade. O recurso porém, deve ser apenas para o replantio do sisal e não será possível para o plantio de área onde nunca existiu a lavoura do Sisal. 1Depois do evento na sede do Sindicato, a equipe do BN, acompanhada do vice-prefeito Noé, esteve no gabinete do prefeito Vonte do Merim para apresentar a proposta.1

O Gestor Vonte disse que é preciso convidar os donos das batedeiras para essa discussão. “Eles também podem contribuir com esse processo de revitalização da lavoura do Sisal e ajudar a planejar uma solução para a região, além do poder público, dos bancos e dos produtores”, disse o prefeito.
Vonte mostrou-se preocupado com a mortandade da lavoura na região, principal fonte de renda do semiárido, salientando também estar interessado em tornar o município parceiro do Banco do Nordeste.

Vonte pretende enviar à Câmara Municipal o projeto proposto pela instituição bancária para garantir apoio aos produtores de Sisal e viabilizar a circulação de mais recursos no município por meio de novos empréstimos do BN depois de avaliados pelo PRONAF B.1

Yure Meira, gerente da agência do BN de Conceição do Coité, afirmou que essa é uma região rica, a qual não têm pedintes nas calçadas e tem um povo dedicado, Trabalhador.
Para ele, o fato da região ser pouco abastecida pelas chuvas, consiste em riqueza justamente pelo fato do sisal ser uma cultura que não depende de muita água, o que garante sua subsistência.

O PRONAF pode garantir até R$ 5.000,00 por produtor ou R$ 10.000,00 para marido e mulher. Existe ainda o PRONAF semiárido que pode garantir até R$ 20.000,00 para o replantio do Sisal, além do bônus de 40% para o produtor que está em dia com o BN e tomou fez empréstimo de R$ 5.000,00, pagando apenas R$ 3.000,00 em dois anos.

Os produtores que estão dificuldades para pagar empréstimos feitos entre 2012 e 2016, poderão renegociar e saudar seus compromissos até 2030.

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