Moradores do Junco tentaram impedir o sepultamento do corpo de idosa que morreu vítima de covid-19 porque residia em Capim Grosso

A confusão não foi maior porque quando se formou um grupo de pessoa na frente do cemitério o corpo já estava enterrado

às 15:04

Avatar Por Redação Fonte: Calila Notícias

Dona Guiomar ao lado de Luana, uma das filhas | Foto: arquivo da família

Alguns moradores do Junco, distrito pertencente a Jacobina, município localizado no território do Piemonte da Diamantina, reagiram de forma negativa quando tomaram conhecimento que estava acontecendo o sepultamento do corpo da aposentada Guiomar Pereira dos Santos, 89 anos, moradora do bairro Novo Oeste, na cidade de Capim Grosso. O sepultamento aconteceu no final da tarde de terça-feira, dia 23.

Guiomar Pereira era viúva, natural de Jacobina, mais especificamente da região do Junco e faleceu em consequência da Covid-19 no Hospital Regional de Jacobina.

Segundo familiares, antes de falecer a idosa externava seu desejo de ser sepultada no cemitério do Junco, onde seu esposo foi enterrado. Para cumprir seu desejo, familiares fizeram o translado do corpo de Jacobina para o Junco e apenas dois carros com familiares e o da funerária acompanharam.

Quando os moradores ficaram sabendo que o corpo da aposentada havia chegado na comunidade, muitas pessoas seguiram para o cemitério com a tentativa de impedir o sepultamento, mas já havia enterrado. Mesmo assim, alguns mais exaltados queriam que fosse reaberta a cova e o caixão levado para Capim Grosso, onde ela morava.

O corpo de Guiomar Pereira não foi o primeiro a ser sepultado no cemitério do Junco, cuja morte ocorreu em consequência da Covid-19. A primeira vítima fatal de Covid-19 também residia em Capim Grosso, município localizado no território do Jacuípe, um homem de 62 anos, ocorrido em dia 21 de abril, inicio da pandemia, ele também foi sepultado no cemitério do Junco. Natural da comunidade, a situação dele é idêntica da idosa, ou seja, residia em Capim Grosso, mas o desejo era ter como última morada no Junco.

Uma das filhas da dona Guiomar, Luana Pereira dos Santos, contou ao CN que viveu momentos de constrangimento ao ver aquela reação de algumas pessoas para impedir que sua mãe fosse sepultada no local onde ela deseja. Ela contou que por muitos anos a família morou na zona rural, depois mudou para uma casa no centro do Junco e por último na Rua do Posto, de onde se mudou para Capim Grosso para acompanhar as filhas que passaram a fazer faculdade.

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